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A Rita já quer viajar...

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A nossa galeria pessoal. Aqui estão representadas duas das maiores artistas do mundo... e arredores!!!

Sétima Legião - A Norte do Mundo

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O meu primeiro trabalho como Director de Fotografia para a LATINA EUROPA e para uma realização do Zé Pinheiro. Tem mais de 20 anos. Como o tempo passa...

Um esqueleto vaidoso

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O vulcão da Alice

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A senhora dos pombos

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 Hoje de manhã, na Rua Leite Vasconcelos olhava para as sombras que as árvores projectavam nas paredes dos prédios quando assisti a este pequeno episódio: Uma senhora tinha ornamentado os parapeitos das suas janelas com vasos de flores garridas e coloridos moinhos de vento. Não sei se era pelo cenário, se por algumas sementes que estariam nos vasos, muitos pombos pousavam nos parapeitos das janelas da senhora. Mas a senhora não gostava que eles se aproximassem dos seus vasos e por isso tinha uma vara, com a qual os enxotava enérgicamente. Assim que os pombos se viam em apuros, procuravam abrigo nos ramos das árvores mesmo em frente das janelas. Sempre que ela parava de agitar a varinha de metal, eles aguardavam um pouco antes de voltarem. Foi assim por muitas vezes. Nem eles, nem a senhora, se cansavam... Comecei a pensar que era possível viver assim... os pombos atraídos pelos parapeitos coloridos e a senhora que achava uma injustiça que aqueles ratos voadores, sujassem e ...

4L

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A minha era branca e tenho muitas saudades dela. Numas férias de Verão, levei-a à República Checa, ao local onde ela tinha nascido... Ficámos ligados para sempre... e a verdade é esta, sempre que vejo uma... lembro-me dos bons tempos que passámos juntos. Ela nunca fechava as portas a ninguém... e a prova disso é que, um dia, uma vizinha que tinha problemas de sono e passava as noites à janela a olhar para a rua, contou-me que alguém dormia na minha carrinha. A senhora era casada com um agente da autoridade e talvez por isso, desenvolveu capacidades de vigilância nocturna. Perante tal notícia, não manifestei qualquer espanto nem desagrado com a situação. O choque surtiu efeito e se a senhora já achava que aquilo era uma situação estranha, mais terá pensado do facto de eu não me importar. A verdade é que eu já suspeitava que alguém passava as noites dentro da minha viatura. Lembro-me de ter comentado com a minha mulher e ela ter feito uma comparação com uma história do Peter Handke...

A Flor Polícia

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Alice "Quality Street"

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Zé Pedro na capa Proteste

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Coruja das Torres

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CARBO SIDRAL A BEBIDA GENIAL

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Bebi a minha primeira Carbo Sidral uma vez que fui à Polícia Judiciária. Não tinha feito nada de mal... acho que tinha ido tirar o bilhete de identidade e o meu tio Baptista trabalhava lá. Como estava a viver com a minha Tia à pouco tempo e nós sabíamos pouco sobre ele, achou que me devia convidar para ver o seu ofício e assim estreitar os laços familiares. Mostrou-me os gabinetes dos inspectores, as prisões, as salas dos interrogatórios, os ginásios, o refeitório, etc, etc... mas aquilo de que me lembro melhor é da garrafa verde escura e do sabor da maçã na CARBO SIDRAL. Pena que já não há. O seu nome é quase de ficção científica... digam devagarinho caaaarrrrbbboooo siiiiiideeeeraaaallll.... qualquer coisa com compostos carbónicos do espaço sideral, que fazem cócegas no céu da boca....

A casa da dona Malafaia

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Era verão e a prioridade era uma casa junto ao mar num local tranquilo. A gravidez já ia adiantada e com a rotina dos enjoos matinais, era necessário poupar todos os esforços nos percursos para a praia. Percorremos grande parte da costa alentejana até descobrirmos esta casa na Lagoa de Santo André. A proximidade do mar, da lagoa e a magnífica vista do terraço não nos deixaram quaisquer dúvidas na nossa escolha. No ano seguinte, já a Alice tinha nascido e como criança precoce que sempre foi, foi nesta casa que deu os seus primeiros passos em cima de uma mesa instalada no exterior. Segurávamos nas suas mãozitas e lá ia ela duma ponta à outra sem grandes hesitações e sempre a querer chegar mais depressa à extremidade oposta para daí saltar e aterrar suavemente com a nossa ajuda. As duas semanas passaram rapidamente e resolvemos falar com a D. Malafaia, para que nos próximos anos, aquela passasse a ser a nossa casa de férias de verão. E assim foi durante cerca de 6 anos. Esta história seri...

Filme nº1

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As Pedras

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Neste lugar, no topo desta pedra, nesta aldeia que cresceu aqui, numa montanha da Serra de Montemuro, fotografei as mais importantes mulheres da minha vida. Foi nesta aldeia, que passei grande parte da minha infância com os meus irmãos e os meus primos. No verão, nos dias compridos, estas pedras ficavam quentes pelo sol. Muitas vezes, depois de jantar deitávamo-nos em cima delas e ficávamos a conversar pela noite dentro, sentindo o seu calor no nosso corpo. Como se fossem animais gigantes de corpos serenos e quentes que nos protegiam das histórias que gostavamos de contar e dos medos que nos afligiam.

A hora do lobo chegou. Uivemos todos por ele.

A sua voz acompanhou-me durante anos. Quando voltava da escola e não tinha aulas de tarde ía ter com o meu amigo João, à loja do seu pai, e ficávamos a conversar e a ouvir o SOM DA FRENTE. Aprendi muito sobre música com ele. Aprendi a gostar de música com ele. Vivi muito tempo embalado na sua música e na sua voz. Adormeci muitas vezes de rádio ligado, na sua companhia. Muitas vezes, juntavamo-nos nas escadas da casa de amigos, para ouvir os seus programas mais tardios. Na penumbra, a sua voz e a sua música eram amplificados e ecoavam pelo espaço, junto das portas onde os nossos pais estavam a dormir depois de mais um dia de trabalho na cidade. Embrenhados na sua música e na sua voz fomos muitas vezes transportados para locais muito longe das nossas casas. Eram lugares bonitos e onde nos sentíamos bem. Hoje, vamos cada vez menos a esses lugares. Na sua voz existia uma força enorme, um grito de coragem, um sentir abstracto de que tudo, afinal, estava no lugar certo e fazia sentido. O Ant...

Pairar tem qualquer coisa de pai e de ar

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Este sou eu. Pela mão pequena da Alice eu sou assim, riscado a vermelho sobre fundo branco com formas pouco regulares e de olhar admirado. Gosto muito desta figura simples onde todo o corpo é uma cabeça com olhos grandes em cima de umas frágeis pernas e com braços muito abertos. Se é uma figura instável, que pode cair a qualquer momento, ainda bem que não existe nada em volta onde se possa magoar... mas, talvez não esteja a ver o desenho correctamente e afinal, ele esteja de pernas para o ar... ou ainda, apenas a pairar no vazio. Pairar tem qualquer coisa de pai e de ar também... Os desenhos das nossas crianças têm sempre qualquer coisa de astrológico, para além de toda a natural carga afectiva. Por um lado são complicados na sua simplicidade e portanto, difíceis de entender. Reside aí, sem dúvida o seu principal interesse , que nos permite explorar todos os seus traços e divagar sobre eles em múltiplas direcções com o mínimo de informação. Depende sempre da idade da criança. Por outro...

O que eu vejo a partir da EN 321

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A estrada que liga Castro Daire a Cinfães passa por aqui. Faifa , fica por trás do primeiro monte, em plena serra de Montemuro . Hoje é um pequeno lugar quase deserto. No verão ainda recebe os filhos e amigos dos últimos residentes da aldeia. É um lugar de muitas memórias, pois apesar de os meus pais terem vindo com a família trabalhar para Lisboa quando eu tinha apenas 6 meses, foi aqui que passei todas as minhas férias grandes até aos 12 anos. Foi aqui que aprendi a usar uma fisga, a construir um trenó, a subir às árvores, a treinar um cão, a assobiar e onde acima de tudo, aprendi a viver com as histórias do meu avô. Uma vez contou-me uma história que se tinha passado nos anos quarenta, possivelmente durante a segunda grande guerra, quando um avião se despenhou nestes montes. Foi ele a primeira pessoa a chegar ao local do acidente e a ver o sucedido, pois andava no monte com as suas cabras. O avião estava em chamas e o piloto apresentava muitas queimaduras e arrastava -se pelo chão....

O bando dos 4

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Dez anos.

Lembro-me de lhe pegar com cuidado e de o levar para casa no bolso da camisa. Quando o enquadrei na mira da pressão de ar, suspenso na respiração, vi como o seu peito orgulhoso se enchia de ar e de dentro saía um cantar alegre e distraído. Nem dei pelo dedo quando escolheu aquele momento. As folhas não tiveram força para o segurar e caiu no chão a poucos metros de mim. Esteve ali, em cima da mesa da cozinha durante muito tempo sem que eu soubesse o que fazer com um pássaro tão bonito,mas que não se mexia. Fiquei muito contente quando vi que o gato sabia.